Sobre
Sobre o Quebrar o Ciclo
A nossa missão
O Quebrar o Ciclo é um hub de apoio para pessoas que lutam contra a dependência do jogo. Acreditamos que ninguém deve enfrentar o jogo problemático sozinho — por isso reunimos recursos, informação e ferramentas num só lugar, de forma acessível e compassiva.
Fazemo-lo porque o problema está a crescer, e isso não acontece por acaso. Apostar deixou de exigir uma deslocação a um casino ou a uma casa de apostas: está a um toque no telemóvel, disponível a qualquer hora. Ao mesmo tempo, o jogo a dinheiro foi-se tornando parte da paisagem comum — colado ao desporto que já acompanhamos, à conversa entre amigos, à publicidade que atravessa transmissões, redes sociais e equipamentos das equipas. Quando apostar parece uma extensão natural de ver um jogo, deixa de ser reconhecido como aquilo que também pode ser: um comportamento aditivo.
Porquê este nome?
Porque o jogo problemático não é uma sucessão de más decisões isoladas — é um ciclo que se alimenta a si próprio. A aposta traz expectativa, a perda cria uma dívida emocional, perseguir essa perda parece a decisão lógica, e o alívio momentâneo faz tudo recomeçar.
- A aposta
- A perda
- Perseguir a perda
- O alívio momentâneo
Chamamo-nos Quebrar o Ciclo porque é exactamente isso que é preciso fazer: interromper a volta num ponto qualquer. Não é preciso resolver tudo de uma vez.
Ver o ciclo em detalheO que dizem os dados
Isto não é uma impressão nossa. Os números públicos do regulador do jogo e das autoridades de saúde apontam todos na mesma direcção, com particular incidência nos mais novos.
361,4 mil
registos de jogadores autoexcluídos do jogo online em Portugal no final de 2025 — mais 23,6% do que um ano antes.
SRIJ, 4.º trimestre de 2025
18%
dos jovens entre os 13 e os 18 anos jogaram a dinheiro no último ano. O jogo a dinheiro foi um dos poucos comportamentos aditivos que subiu face ao estudo anterior.
ECATD-CAD 2024, ICAD
34,9%
dos novos registos de jogadores online são de pessoas entre os 18 e os 24 anos.
SRIJ, 4.º trimestre de 2025
O ICAD, o instituto do Ministério da Saúde que gere a Linha 1414, alerta para o aumento do jogo problemático sobretudo entre os mais jovens, e a sua presidente reconhece que a investigação demonstra uma relação directa entre a exposição à publicidade e a participação no jogo, agravando o risco para quem já está vulnerável. O inquérito nacional mais recente estima que 1,3% da população apresente sinais de risco e 0,6% dependência — valores acima dos registados em 2012.
Nada disto torna o problema uma falha de carácter. Torna-o, isso sim, previsível — e é por ser previsível que faz sentido existir um sítio onde encontrar ajuda sem ter de a procurar no meio de anúncios.
Informação importante
Este site é informativo e não substitui aconselhamento médico ou psicológico profissional. Se estiveres em crise, liga para a Linha 1414 ou procura ajuda de emergência.
Feedback e outras questões
Se quiseres partilhar feedback sobre o site ou contactar-nos por outros motivos relacionados com o projecto, podes enviar-nos uma mensagem. Para problemas com o jogo, recorre às linhas de apoio — não somos um serviço de aconselhamento.
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